10 passos para entrar no mundo do e-commerce
26 de maio de 2010A ideia de que o negócio virtual é mais barato, não precisa de um plano de marketing e de pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado é um dos principais fatores do fracasso das lojas virtuais. É necessário analisar a concorrência e a viabilidade de venda na web de cada linha de produtos. As perguntas-chave: Esse produto vai vender na web? Já está saturado na internet? Mesmo que a resposta da última pergunta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
2- Legalize a sua empresa
É indispensável ter a documentação do empreendimento em dia. Ter a empresa legalmente estabelecida, com CNPJ, é essencial para não se tornar um vendedor de e-commerce informal. Além disso, sem a papelada você não pode oferecer nota fiscal nem garantia e o consumidor fatalmente não vai se sentir seguro para comprar em sua loja.
3- Escolha uma plataforma de vendas adequada
A plataforma de comércio eletrônico nada mais é do que um sistema pra vender na Internet. Hoje existem no mercado plataformas e soluções a preços acessíveis. Quanto investir nela? Depende de seu bolso e de seu plano de negócios. O ideal é, antes de começar, investigar. Converse com desenvolvedores ou consultores de sua confiança ou faça um curso sobre planejamento de projetos de e-commerce.
4- Soluções de pagamento
Um dos quesitos que a e-bit leva em conta em sua avaliação do serviço online de uma empresa é a solução de pagamento. Quanto mais opções disponíveis, mais dor de cabeça para a empresa. Não é necessário ter as 17 alternativas de pagamento relacionadas no site da consultoria. Para garantir sua saúde financeira e evitar dores de cabeça – principalmente num pequeno negócio – vale usar PagSeguro ou um gateway de pagamentos que proteja você e o seu cliente de fraudes e, principalmente, do chargeback.
5- Faça pesquisas de satisfação e avaliação da marca
É importante saber a opinião do internauta e do consumidor sobre a sua loja e, mais importante, sobre o seu site. Crie um canal de comunicação com o cliente que permita a ele avaliar o serviço prestado e o site. Para melhorar a qualidade do serviço, ele é o melhor parceiro da empresa. Disponibilize telefone, endereço, formulário de contatos. E lembre: respostas claras e diretas, nada de enrolação.
6- Tenha um bom parceiro de logística
A logística do produto é um dos maiores desafios do varejo online. Na Livraria Cultura, por exemplo, entre o pedido ser feito e o livro chegar à casa do consumidor, há 15 (quinze!) empresas envolvidas. É preciso testar aos poucos e ampliar a área de entrega de acordo com a possibilidade. Os Correios hoje, são o maior fornecedor de logística para os pequenos e médios no comércio eletrônico brasileiro. Entretanto, muitas vezes, falha. O conselho? Sempre que acontecer um problema, entre em contato com o consumidor antes que ele reclame.
7- Informe o cliente de tudo
Uma das questões do e-commerce é o cliente não estar em contato direto com o produto. Além disso, ele deposita confiança na empresa, e espera que ela vá entregar e atendê-lo bem. Se ele não consegue entrar em contato com a loja rapidamente, vai se sentir inseguro, e o equilíbrio desta relação vai se romper: a loja perde o cliente.
Disparo automático de e-mail no recebimento do pedido, na aprovação da compra e no envio do produto são fundamentais. Em casos mais sensíveis, como o de flores, por exemplo, há também quem mande SMS para informar ao cliente a chegada do produto ao destino.
8- Seja claro sobre a política de privacidade e devolução
Política de privacidade dos dados do cliente e políticas de devolução de produto são fundamentais. É importante para a empresa informar sempre o cliente de como seus dados serão protegidos. A política de devolução de produtos também é necessária para não haver desentendimentos posteriores. Alguns produtos podem ser danificados no transporte e a empresa precisa estar pronta para agir caso isso aconteça. Lembre: na rede transparência, clareza e linguagem direta valem confiança e fidelizam o cliente.
9- Cuidado com o manuseio dos produtos
E por falar em danos no transporte, é importante acondicionar os produtos em embalagens adequadas. Livros e móveis têm necessidade de cuidados, mas não tanto quanto bolos de aniversário, flores e peixes de aquário, por exemplo.
10- Tenha um certificado de segurança
Como o próprio nome já diz, são selos que atestam a segurança do site. As empresas que conferem estes selos avaliam os riscos a que os sites estão expostos. O feedback delas permite criar um site seguro e, mais importante, provam para o internauta que determinada loja é confiável.
O melhor, e mais barato, é ter poucos e bons selos de segurança. E, caso você não tenha condições de contratar um servidor seguro (HTTPS), use o PagSeguro ou um gateway de pagamentos para garantir a segurança dos dados de seus clientes.
(Fonte: Blog do PagSeguro)